Corporação orienta população a evitar queimadas, que colocam em risco vidas, patrimônio e a saúde. Apenas nos seis últimos meses, bombeiros foram acionados para atender mais de 1.800 ocorrências dessa natureza em todo o Estado
A soma de fatores como altas temperaturas, baixa umidade e ventos fortes contribuem sobremaneira para aumentar os riscos de incêndios em vegetações. Por isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) faz um alerta à população para evitar a prática de queimadas, que colocam em risco vidas, patrimônio e a saúde.
O período que vai do segundo semestre até mês de fevereiro é o mais propício de haver ocorrências dessa natureza. Para se ter uma ideia, nos últimos seis meses, os bombeiros foram acionados para combater o fogo em mais de 1.800 chamados em todo o Estado.
Esse número é considerado bastante elevado, uma vez que, além de causar degradação ambiental e pôr em perigo humanos e animais, demanda sobrecarga e recursos dos órgãos públicos de defesa, pois, enquanto o Corpo de Bombeiros atua diretamente no combate às chamas, a Polícia Civil investiga as causas e possíveis responsáveis. Tempo que poderia ser empregado em situações de maior urgência.
Dados estatísticos da Corporação revelam que, em agosto de 2025, foram 67 registros; em setembro, 133; em outubro, 333; em novembro, 497; em dezembro, 350; e, em janeiro de 2026, 506 casos de incêndios em vegetação no território pernambucano, números expressivos que acendem o alerta nos agentes das forças de segurança. As ocorrências estão mais concentradas, respectivamente, nas áreas de mato, caatinga e matas nativas.
Contaminação do ar, destruição da fauna e flora e risco de acidentes em rodovias devido à fumaça são os maiores impactos dos incêndios provocados por ações humanas, seja por descuido, práticas inadequadas ou até de forma intencional. Com atitudes simples e atenção redobrada, é possível evitar que uma simples chama tome maiores proporções.
Dentre as principais orientações do CBMPE, estão: não utilizar o fogo para limpar terrenos, não jogar pontas de cigarro em áreas com vegetação seca, descartar corretamente o lixo, incluindo resíduos como vidro e plástico; evitar acender fogueiras ou soltar balões, prática que é considerada crime. Em áreas rurais, por sua vez, é indicado criar aceiros (faixas de terreno sem vegetação nas divisas ou cercas) para impedir a propagação do fogo e reduzir o material combustível em plantações. Importante ressaltar que a queima de vegetação é crime ambiental, com pena de reclusão de 2 a 4 anos, além de multa.
“Com o calor e a baixa umidade em todo o Estado, há um aumento significativo dos incêndios em vegetação. Nós tivemos o infeliz registro de agosto de 2025 até janeiro de 2026 de mais de 1.800 ocorrências envolvendo essas áreas. O meio ambiente e a preservação da vida é responsabilidade de todos. Contamos com a colaboração da população para evitar tais tragédias ambientais”, pontuou o comandante do CBMPE, coronel Francisco Cantarelli, acrescentando que, em caso de incêndio fora de controle, deve-se manter a calma e acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193, que as equipes de todo o Estado estarão prontas para agir, não apenas no terreno, como também com apoio das aeronaves cedidas pela Secretaria de Defesa Social (SDS).



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